Herdeira artística de uma das maiores artesãs na
arte de moldar o barro, soube desde cedo criar e dar vida própria às suas
peças. Aos 10 anos, inspirada nas mãos mágicas de Rosa Ramalho, criou as suas
primeiras figuras. Ainda criança, brincava com o barro, mas cedo conseguiu
impor uma linha livre e distinta da avó. No entanto só a partir dos 15 anos
assumiu o seu trabalho, a sua Arte.
A geração Ramalho mantém vivo o legado de uma
tradição única através de Júlia e dos seus filhos que também gostam de moldar o
barro.
Participa em Feiras de Artesanato anuais, há já
muitos anos, no país e no estrangeiro, tendo representado Portugal pela última
vez, em Junho de 2004, em Bruxelas.
Entre vários prémios e participações destacam-se:
“Prémio Artesã do Ano”, em 1983; “Prémio de Criatividade”, no Casino Estoril,
em 1985; participação na Europália, na Bélgica, em 1991; participação numa
Mostra de Artesanato, em Itália, em 1999.
Júlia Ramalho é visitada por pessoas e
televisões de diversos países, daí que os seus trabalhos, o seu nome e a sua
tradição sejam reconhecidos em pontos tão distantes como os Estados Unidos da
América e o Japão, tendo este último país realizado um documentário, ”European
Lives”, sobre Júlia Ramalho, em Janeiro de 2003.
Espontânea na vida como nas suas obras, Júlia
Ramalho transmite no barro flagrantes reais do nosso quotidiano e apresenta de
uma forma singular as suas visões oníricas, religiosas e fantasmagóricas.