É um artesão de Braga, presentemente a viver perto de Barcelos, que paralelamente ao seu trabalho como funcionário da Universidade do Minho, sempre se dedicou ao artesanato em madeira. Inicialmente produzia miniaturas de alfaias agrícolas (norte de Portugal) com grande qualidade de pormenor. Mas nos últimos anos a não aceitação, sabe-se lá porquê, do público, leva Fernando Soares a dedicar-se à construção de brinquedos de madeira.
A construção de brinquedos de madeira atravessa desde à muito uma crise profunda.
Esta actividade desenvolveu-se ao longo de décadas na região de Valongo e que foi decaindo ao longo dos anos pela introdução de outros materiais e de outras ofertas.
Tradicionalmente feitos em madeira, anteriormente em chapa, o plástico toma lugar de relevo. Nestes anos, a electrónica e as novas tecnologias, a
par com as recomendações da UE, a actividade da construção de brinquedos em madeira praticamente desaparece.
Hoje em dia há quem resista, pouquíssimos, é certo, artesãos com alguma idade vão preservando uma memória dos seus tempos de meninice. Cresceram com estes brinquedos. Hoje muitos dos compradores são pessoas para cima dos 45/50 anos. Mas o curioso, é que os mais pequenos também ficam fascinados, tanto pelo material como pela forma e cor, e talvez para eles também ser algo de "novo".
Hoje em dia há quem resista, pouquíssimos, é certo, artesãos com alguma idade vão preservando uma memória dos seus tempos de meninice. Cresceram com estes brinquedos. Hoje muitos dos compradores são pessoas para cima dos 45/50 anos. Mas o curioso, é que os mais pequenos também ficam fascinados, tanto pelo material como pela forma e cor, e talvez para eles também ser algo de "novo".
Fernando Soares, já para cima dos seus 70 anos, encontra o conforto da sua infância tentando passar às gerações de hoje, uma actividade lúdica que está a desaparecer e para alguns, já não existe. Por isso, as suas peças transmitem um gosto e um carinho que nos toca.
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